I gotta be myself ...

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Dos Bons momentos até a despedida



Eu não podia imaginar as coisas que me aconteceriam,
O início foi incerto, confuso e incomum,
Onde todos os estranhos fariam parte da minha vida,
Onde todos os cantos teriam histórias escondidas.
Aqui passei alguns momentos de minha vida,
Fiz amigos, muitos dos quais, me acompanharão para sempre;
As vezes não fisicamente, Mais sempre estarão no meu coração.
Esse é um momento especial!
É hora de olhar para trás e ver por tudo o que já passei.
Sem dúvida, algumas tristezas e conflitos, mas, felizmente,
Por inúmeros bons momentos, de alegria, de vitórias e de cumplicidade.
Devo esquecer aqueles que me impuseram obstáculos infundados
E agradecer àqueles que me impulsionaram adiante.
É hora, mais do que nunca, de valorizar as amizades
E os conhecimentos adquiridos aqui.

31/05/2009 dedicado a equipe Via Plan, Priscilla, Liliane, Marcos e Felipe

Devolva me



Dor que dilacera meu peito,

tristeza que leva consigo minha vontade de viver.

Leva-me pra longe... em algum lugar que as lembranças não existam,

que as  imagens desapareçam da minha mente.

Leva-me ao teu esconderijo,

Refugia meu corpo nas tuas tormentas,

Afoga-me de vez na minha tristeza, balança-me na agonia,

e faz-me repousar em teu leito, Frio e espinhoso,

Ate que eu volte a ver, e talvez, receber de volta minha vida! 

Porque não tenho vida ...

E tudo o que resta é o prospecto de um homem lixo, medíocre e tristonho.

Apaguem a luz ...

Quanta covardia ...

... quanta ...

Beije me



Escusa-me
Sou mesmo a chuva de verão,
Suave e dispersa
Insegura, humana controversa.

E tenho prazer,
Em me reapresentar
Como a Libido Pura

Tenho pudor de perguntar,
Que perfume você usa. 
E qualquer outra coisa também...

Medo da sua reação.
Que o corpo todo te cheire,
trema e implore...

Logo, te peço, imploro e suplico,

leia meu desejo:


- me beije.


quinta-feira, 16 de junho de 2011

Meu quarto, meu esboço


Perdi meu coração
Perdi minha coragem
Perdi minha palavra favorita

Para onde o amor vai ?
Se ele não conseguir encontrar um lar
Vai percorrendo e avançando os endereços
Extraviando meus desejos
Amor curto com residência na carne,
Onde a piedade usa cordões e as garrafas são as ladras
Qual disso tomou você de mim ?

Encaro eu mesmo
mas tenho tantos rascunhos
Como pintores que nunca acabam suas obras
e as vezes me estresso: 
Quero chamar nomes
Quero arremessar coisas
Quero rabiscar poesias
Quero queimar caricaturas
Quero quebrar meus cds
Quero estilhaçar silhuetas
Quero arrancar as cortinas
E pichar muros

Oh quarto ... esboço meu
Você já não é mais o mesmo .
Não tem horizonte
Parece caverna sem culto
Sem preces para me confortar
Sem luzes para me guiar
Sem seres vivos para meus olhos verem
Sem forças para profanar aos seus pés

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Interior


Percorro uma estrada já extinta,
Repuxo as lembranças atadas pelo vendaval,
Subo um penhasco intenso e íngreme,
Atualizo meus contatos reais,
Faço um balancete dos irreais,
Encontro meus sonhos diversificados,
Onipresentes são os meus sentimentos,
Inoportuno os meus desejos,
Pensamento etéreo, porém eventual,
Cotidiano simples, sem contrabalanço geral.
Ti arquitetuo como uma categoria barroca no inicio do neoclassicismo,
Estendo minhas mãos com sutileza,
Meu vocabulário é escasso e fraco,
Pressinto um labirinto extenso,
Dou voltas sem chegar a lugar algum,
Meu lugar é invisivel aos teus olhos,
Nado sem precisar de água,
Surropio sorrisos de alguém,
E faço me chorar compulsivamente,
Preciono minhas vontades,
Corrijo minhas palavras amargas,
Destilo meu veneno levemente doce,
Sofro porque sou banalmente vago.