I gotta be myself ...

domingo, 4 de março de 2012

Girassóis para Benedita Elias


Polpem - me,

Quando morta a sepultura:


Odiei imaginar 
A cova fria e escura,


Ah! deixe - me cobri – la,

Suas mãos estão tão frias,

Pele pálida e olhos fechados,

Talvez uma maquiagem colorida para um visual alegre, 


mas ela não usava maquiagem ...

Talvez as cores não sejam as preferidas, e as flores ...

Ela nunca gostou de lírios, papoulas e margaridas,
Em meio de luz, em pleno dia
O meu ultimo abraço eu queria assim senti-lo
Num largo descampado,
Tendo em cima um esplendor do vasto céu tranquílo
E a primavera ao lado,

Amenizando a visão obscura da morte,

Aquecendo em grassóis minha doce mãe.

Dedicado a Benedita Elias dos Santos
20/01/1944 a  04/03/2012
Que Deus a tenha na palma de suas mãos.


terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Declaração

Dentro da minha mente há esse cansaço,
Ele muda e sussurra, ele sangra e dói,
Dentro do meu coração há uma sala vazia,
Ela tá esperando por iluminação,
Dentro do sentimento,
Músculo e tendão,
Cetim, veludo, rendas e pedras.
é como uma casa mal assombrada,
ela range e chora,
Minhas células chamam por você,
E nos meus ossos e neurônios eu me faço
translúcido para deixar você entrar,
Dentro do meu desejo há essa ânsia,
uma inquietação dentro de mim,
Meu sangue sabe que você não é apenas um prazer,
você é a minha gravidade,
Meus olhos acompanharão você durante
todos os propósitos obscuros,
E minhas mãos ti deitarão ao luar,
Minha boca reinventará o seu nome,
porque eu estou sentindo sua falta,
e tenho necessidade de você meu querido amor,
terno e doce amor.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Voyer


Eu ouvia a menina bêbada gemendo no quarto ao lado.
Ouvia de longe a música alegre que animava a festa,
Ouvia o som do relógio na mesa de cabeceira.
Os olhos ficaram estupefatos;
Sem saber o que fazia, o que pensava,
O momento era propício para realizar aquela fantasia,
Gostosa, ousada e intensa...
O coração disparado do garoto de lábios avermelhados pulsava nas suas
mãos macias, como se ela pudesse ouvir seu coração bater.
Ouvia os gemidos dele a cada carícia na virilha .
Sentia o tempo passar dentro do seu próprio prazer
``garota excitada´´ desejo, gemidos, corpos quentes e suados,
Prazeres da carne, membros em chamas,
Ouvia o tilintar das pulseiras ao masturbar o pênis túmido.
Ouvia a si mesma pedindo para ser chupada.
E ele disse : P.. U... T... A
Então, depois de inundar as virilhas de saliva quente em gestos circulares
Procedentes dos movimentos de vai e vem, ao se lambuzarem,
Verilhas, boca, rosto e coxas, chegaram ao clímax,
E o mundo fez-se em silêncio.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Uma poesia pra você

                
Eu estive em tantos lugares na minha vida,
Escrevi tantos poemas, apenas por escrever,
Tive tantos amores,
que meu coração se enche de doces e amargas lembranças,
E agora, Eu estou aqui,
Escrevendo uma poesia pra você.

              Será que você pensa em mim?
Pelo que vejo, fui uma parte doce da sua vida,
e acredito que atingimos Nossas expectativas,
Só que você não consegue ver que você ainda é importante pra mim;
Olhe no fundo dos meus olhos,
E veja tudo o que eu tenho guardado pra você,
Porque eu estou aqui,
Escrevendo uma poesia pra você.

              Temos milhões de segredos,
Mais por enquanto nada se compara aos espetaculares castelos,
que construímos No mundo de  conto de fadas,
que pertencia a você e a mim,
você fazia a estrada Se abrir a minha frente como mágica milagrosa,
e agora a saudade cresce a cada  Pôr do sol,
Você dizia que me amava, sem tempo, sem lugar, sem espaço,
me prendia na fortaleza do seu coração,
e eu ti reverenciava como o grande amor da minha vida.
Então lembre se de todo o tempo de todo amor que desfrutamos,
você e eu juntinhos...
E agora o que restou de nós?
Não consigo imaginar onde você possa estar ou quem quem está ...

Mas estou aqui,
escrevendo o que meu coração gostaria de dizer,
sem medo, sem rimas ...
Continuo aqui ...
E está poesia é pra você.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

O êxtase da existência


Os medos opressivos internos me rasga,
Eu sinto a esperança de asas caídas,
Como um vendaval que não tem morada.

Eu abro o coração e sinto o vento,
Artérias e sangue No badalar dos sentimentos mortos,
E a melâncolia intermináveis das horas vazias,
Entoam em minha alma,
Como sementes de agonia.

Se nas asas de esperança em rebeldia sem pudor,
Aos Céus cruvar me ia
com fé e amor.

Mais eu me sinto frio...
... lento ...
... Enfraquecido ...
Buscando sonhos e alegrias que cercam minha alma,
com seu esplendor .

E as minhas noites imersas em fantásticos desejos,
Usurpam inquietudes e fantasias dolorosas de amor.

Mais eu sinto medo de brilhos exaltos,
De ausência de sofrimento,
e viver sem dor.

E agora na entardecente saudade,
de meu vagar sem solução.
Todo esse tempo vivido em amarguras frustradas,
Transmuda me num acaso,

Na mais suave,
... lenta ...
... e pura ...
... destruição.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Amar é ...

Amar é ...
Um abstrato de sentimentos,
Parecido com abutres e urubus
rasgando o céu.

É plastica corriqueira,
vomitada com pincél,
é abismo artormentado esporrado no espaço.

É cuspe nojento com gosto de mel.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Afagos e saudações a Narci


Ninguém sentiu o seu espasmo obscuro,
O ser humilde entre os humildes seres,
Embriagado e tonto pelos prazeres,
O mundo para ele foi negro duro
E sua vida acorrentada a trágicos deveres,
E chegou a saber de altos saberes,
Tornando – o  mais simples e mais puro,
Era fácil olhar seu corpo viril e efervescente,
Afogando – se em lágrimas, abstraindo sua razão,
Julgando – te em coisas mil, 
Mas ninguém viu o coração inquieto
Magoado, oculto, aterrador, secreto,
Ninguém ouviu sua voz, que falava como o vento fala às folhas,

Que falava como a brisa amenizava sua dor.
E então construia em teu silêncio, cavernas
E ainda assim ouvia vozes angélicas a cantar.
Roubaram - lhe a sensação de paz inexistente,
Nos desencantos e na magia do destino,
Na lividez do rosto que aqueles olhos olhavam,
Nem letras, nem silabas,
nem frases completas foram capazes de explicar,
Porque o limiar do Adeus quebrou o encanto,
Impulsionando olhos tantos em prantos,
Que a escuridão te apunhalou no mundo,
Mas eu que entendo sua condição de vida e  te seguirei a passos,
Sei que cruz infernal prendeu seus braços,
E o teu suspiro como foi profundo.

dedicado a Narciso Farias
Ele alegrou nossas vidas inumeras vezes.
01/09/2010